Aluno do estado do RJ, consulte sua nota on-line!

Aluno do estado do RJ, consulte sua nota on-line!
Aluno do estado do RJ, clique para visualizar seu boletim

Liberdade ainda que à tardinha.

Liberdade ainda que à tardinha.
Licença para a logomarca do BlogGi - La Liberté guidant le peuple, Eugène Delacroix, 1830, no Museu do Louvre

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Crise de 1929 - questões

Olá, este post na verdade é uma proposta de gabarito para um exercício de revisão proposto em sala de aula, mas que para variar não deu tempo de acabar de corrigir. Para quem espera aquelas respostas diretas, rápidas e fáceis de decorar... procure o Google! Meu objetivo sempre foi dificultar a tarefa dos decoradores e facilitar a dos entendedores. ;-))))

Estas questões na verdade foram retiradas de vários vestibulares, "enens", estudos dirigidos, algumas adaptadas de acordo com meus interesses pedagógicos... agora eu acho que perdi as referências. Quem encontrar pode colocar nos comentários.

Mãos à obra!

QUESTÃO 1: Em 1929, o mundo foi fortemente atingido pela crise na bolsa de Nova Iorque, o que gerou uma grande depressão na economia mundial. Com a crise, novas propostas de organização econômica foram desenvolvidas, e muitas se mostraram críticas em relação às idéias defendidas pelo liberalismo clássico. Analise a crise de 1929, identificando a principal causa que a desencadeou.

- Para respondermos qualquer indagação da história é necessário compreendermos bem o que está sendo pedido. A crise de 1929 foi uma crise de superprodução, ou seja, o mercado estava abarrotado de mercadorias enquanto milhares de pessoas passavam fome. Esta é a grande contradição das crises do sistema capitalista. Logicamente pensaríamos que uma capacidade de produção deste porte poderia acabar com a fome e as dificuldades de toda humanidade. Porém, não é o que ocorre. Pelo simples fato de que não são todas as pessoas que têm poder aquisitivo para comprar tudo o que vêem pela frente, muitas não têm nem mesmo para sua sobrevivência.

No contexto histórico: na década de 1920, os Estados Unidos estavam produzindo à toda prova. Recém saídos da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) como primeira potência mundial, exportavam produtos para uma Europa destroçada pela guerra, produzindo desenfreadamente. Os empresários, empolgados com seus lucros, esqueceram porém de considerar a capacidade de absorção das mercadorias até mesmo dentro do mercado interno: exploravam seus trabalhadores ao máximo, pagando o mínimo e fazendo-os trabalhar ao máximo. Com o mercado consumidor reduzido, abarrotava-se mais ainda o mercado de produtos que não seriam comprados... pela lei da oferta e da procura, quando temos muita mercadoria e pouca gente comprando, os preços tendem a cair, e assim ocorreu até a fatídica quebra da Bolsa de Nova Iorque, quando empresários dormiram ricos e acordaram mais pobres do que um habitante das ruas. Desesperados, se atiraram da janela de seus escritórios situados nos arranha-céus de Wall Street (rua em que fica a Bolsa de Valores de NY).

QUESTÃO 2:

Tomei consciência pela primeira vez do problema do desemprego em 1928 [...] Lembro-me do choque, do espanto que senti quando pela primeira vez me misturei com vagabundos e mendigos, ao descobrir que uma boa parte, talvez uma quarta parte dessa gente [...] eram mineiros e colhedores de algodão, jovens e honestos, contemplando seu destino com aquele assombro estúpido de uma animal que caiu numa armadilha. Simplesmente não conseguiam entender que acontecia com eles. Tinham sido criados para trabalhar, e - vejam! - era como se nunca mais fossem ter a oportunidade de voltar ao trabalho. Nessas circunstâncias, era inevitável, no início, que fossem perseguidos por um sentimento de degradação pessoal. Tal era a atitude para com o desemprego naquele tempo: era um desastre que acontecia a você como indivíduo e a culpa era sempre sua.
[Fonte: Orwell, George. “O Caminho para Wigan Pier", in: "História do século XX". São Paulo, Abril Cultural, 1974, vol. 6, p. 1351.]

O relato do escritor George Orwell nos dá conta do ambiente de crise em que viveu a sociedade norte-americana no final da década de 20, especialmente a partir de 1929.

PERGUNTA 1: - Qual era o papel desemprego dentro do ciclo mórbido da crise de superprodução? Descreva este ciclo.

- Como vimos, a crise de superprodução tem um ciclo que se retroalimenta - efeito bola de neve penhasco abaixo: com o mercado abarrotado de mercadorias encalhadas, os preços caem. Caindo os preços, os donos das fábricas começam a desacelerar o processo produtivo, tentando produzir menos. Para produzir menos não há mais necessidade de tantos empregados. Resultado: despedem os operários, gerando mais desempregados, que por sua vez, sem dinheiro para gastar, encolhem mais ainda a capacidade de compra, que por sua vez gera mais produtos encalhados. Mais ou menos assim:



PERGUNTA 2: Identifique duas medidas do New Deal, programa adotado pelo governo Roosevelt, que procuravam atenuar os efeitos da crise para os trabalhadores.

- Uma vez na presidência da república, o presidente democrata Franklin Delano Roosevelt lança o New Deal (Novo Acordo), um plano econômico para recuperar a economia. O liberalismo terminou uma etapa e iniciou outra (agora denominado de neoliberalismo), uma vez que o plano incluía uma forte intervenção do Estado na economia. A solução veio sobretudo no sentido de eliminar o desemprego, aquecendo o mercado consumidor, sem estimular a produção, para não sobrar mais. Como? Empregando as pessoas em diversas obras públicas como pontes, estradas, parques etc. Uma outra solução foi subsidiar os produtores rurais - fazendeiros - para que ficassem em casa sem produzir.

RESUMINDO
Para fazer uma revisão rápida, vejam o vídeo realizado por estudantes como vocês, muito bacana. Quem sabe vocês produzirão algo parecido em breve? Liguem o som!! Abraços.

Nenhum comentário:

Perfil da autora

Minha foto
NIterói, Cabo Frio, RJ, Brazil
Prof ensino médio e fundamental da rede pública estadual do Rio de Janeiro, mestrado em história colonial pela UFF.

VACINE-SE!