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Liberdade ainda que à tardinha.

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Licença para a logomarca do BlogGi - La Liberté guidant le peuple, Eugène Delacroix, 1830, no Museu do Louvre

segunda-feira, 21 de junho de 2010

ILUMINISMO - filme bacana!

Existe um livro bem bacana para quem gosta e para quem não gosta de filosofia. Ele é escrito por um norueguês chamado Jostein Gaarder. Sim, ele nasceu e vive muito longe daqui, rs. Confira no mapa, o filete de terra em verde.


Para saber um pouco mais da Noruega, acesse o site oficial do Brasil sobre a Noruega clicando aqui.


O livro se chama "O Mundo de Sofia", e conta como uma garotinha chamada "Sofia" - um trocadilho com a palavra grega sophia que significa sabedoria, e faz parte da composição da palavra filo-sofia. Na verdade, mais do que relatar a história da filosofia, o livro nos convida, junto com a filosofia, a pensar sobre o mundo, as coisas, os relacionamentos, a vida, e tudo o que está ao nosso alcance para ser pensado. Resumindo: nos convida a refletir sobre a realidade. Existe um site muito interessante que faz uma ótima introdução à obra, e que vale a pena dar um clique: O mundo de Sofia: uma aventura na filosofia

Este romance fez tanto sucesso que foi editado e revisto de várias formas. A inspiração do site acima é uma das formas, e um filme originado de uma minissérie produzida na Austrália. Não dá pra saber se o vídeo do Youtube recomendado abaixo faz parte do filme da minissérie, mas é uma revisão bem geral do tema. Separe mais um minutinho, ligue os fones do computador, e boa viagem!! Caso você não entenda nada, revise a matéria, rs.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A Revolução Russa de 1917 - as idéias socialistas e o movimento



Dando seguimento à "sessão gabarito de exercícios de revisão", vamos examinar a questão abaixo: 

QUESTÃO 3: Leia o texto abaixo e responda o que se pede, sobre as idéias acerca de como a revolução socialista pode ocorrer:
A Revolução proletária é pois inevitável, havendo dois caminhos para concretizá-la. Um conquistando posições estratégicas dentro da sociedade capitalista através da dinamização dos sindicatos e dos partidos operários; outra, por um golpe dado por revolucionários audazes que empalmariam o poder em favor dos proletários. Estas duas tendências estiveram sempre latentes dentro dos escritos políticos de Marx e Engels, gerando a atual diferenciação entre social-democracia e comunismo.
“Como conseqüência lógica do que foi exposto, Marx acreditava que a Revolução Proletária ocorreria num país onde o Capitalismo fosse suficientemente desenvolvido para gerar as condições necessárias a sua transformação. Para uma sociedade chegar ao Socialismo teria que necessariamente percorrer um longo desenvolvimento capitalista. Isto excluía a possibilidade de se chegar ao Socialismo numa sociedade atrasada onde a maioria da população é composta de camponeses e não de proletários urbanos (os exclusivos agentes de transformação da História). A implantação do Socialismo nas sociedades capitalistas não seria socialmente onerosa porque o desenvolvimento tecnológico permitiria atender a todos "segundo suas necessidades". A Humanidade livrar-se-ia pois da alienação do trabalho e das exigências de atender aos ditames do Lucro e do Capital para suprir-se a sí própria.”
SCHILLING, Voltaire. História da Rússia Soviética - da Revolução de 1917 ao Stalinismo – as idéias: o socialismo. Disponível em: <http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/rev_russa2.htm>, acesso em 15/06/2010.

a) Resuma com suas palavras as duas formas de se chegar ao socialismo através da Revolução Proletária descritas no texto.

O autor apresenta duas estratégias possíveis para se chegar ao socialismo. Uma promove o desenvolvimento dos ideais revolucionários na sociedade, através do trabalho dos sindicatos e diversos partidos políticos, que obteriam a adesão da massa para galgarem postos políticos e promoverem as necessárias reformas revolucionárias. A outra através da promoção de uma revolução operária, que colocaria os operários na liderança da sociedade à força.

b) Ligue estas duas formas de se atingir o socialismo às propostas do partido socialista russo (POSDR) durante a Revolução Russa em 1917, baseado na situação da Rússia naquele momento.

- Mencheviques: estariam mais ligados à primeira vertente de pensamento, uma vez que a tese deste grupo dentro do partido socialista russo era que antes de promover a revolução socialista, era necessário promover o desenvolvimento de todas as estruturas do modo capitalista de produção. A Rússia era então um país considerado "atrasado" dentro dos moldes capitalistas, pois sua economia ainda era basicamente rural.

Ao lado, Trotsky, o menchevique mais famoso da Revolução Russa. Foto retirada de: http://www.marxists.org/portugues/dicionario/verbetes/t/trotsky.htm



- Bolcheviques: se ligavam mais ao segundo pensamento mencionado, pois achavam que o socialismo deveria ser implantado imediatamente, sem a transição capitalista primeiro, assegurados por uma ditadura popular ("ditadura do proletariado"), que conduziria as reformas necessárias para o desenvolvimento de uma sociedade igualitária.

À esquerda, o líder dos bolcheviques e da Revolução Russa, Lênin. Foto retirada do site:
http://oquotidianodamiseria.blogspot.com/2007/10/cadernos-de-outubro-3-da-revoluo.html




c) Diga com as suas palavras quais os objetivos, descritos no texto, de se implantar o socialismo.

- Nas palavras do autor, ao implantar o socialismo a humanidade iria se livrar da alienação do trabalho (o fato do trabalhador não se reconhecer como autor no processo de produção por se tornar ele próprio uma mercadoria) e das exigências de atender às imposições do Lucro e do Capital, em detrimento das necessidades humanas. Interrompendo a lógica da produção capitalista com o regime socialista, todas as políticas e atitudes seriam voltadas para o bem estar do ser humano dentro da sociedade.



Karl Marx, pai do socialismo científico, estudou profundamente todas as engrenagens do capitalismo a fim de propor alternativas.

Foto retirada de: http://www.romulogondim.com.br/noticias.php?id=7728&cat=1026









Por fim, o filme selecionado para esta parte é um interessante documentário com imagens de época, e um conteúdo complementar para você ficar mais por dentro ainda. Boa diversão!

Crise de 1929 - questões

Olá, este post na verdade é uma proposta de gabarito para um exercício de revisão proposto em sala de aula, mas que para variar não deu tempo de acabar de corrigir. Para quem espera aquelas respostas diretas, rápidas e fáceis de decorar... procure o Google! Meu objetivo sempre foi dificultar a tarefa dos decoradores e facilitar a dos entendedores. ;-))))

Estas questões na verdade foram retiradas de vários vestibulares, "enens", estudos dirigidos, algumas adaptadas de acordo com meus interesses pedagógicos... agora eu acho que perdi as referências. Quem encontrar pode colocar nos comentários.

Mãos à obra!

QUESTÃO 1: Em 1929, o mundo foi fortemente atingido pela crise na bolsa de Nova Iorque, o que gerou uma grande depressão na economia mundial. Com a crise, novas propostas de organização econômica foram desenvolvidas, e muitas se mostraram críticas em relação às idéias defendidas pelo liberalismo clássico. Analise a crise de 1929, identificando a principal causa que a desencadeou.

- Para respondermos qualquer indagação da história é necessário compreendermos bem o que está sendo pedido. A crise de 1929 foi uma crise de superprodução, ou seja, o mercado estava abarrotado de mercadorias enquanto milhares de pessoas passavam fome. Esta é a grande contradição das crises do sistema capitalista. Logicamente pensaríamos que uma capacidade de produção deste porte poderia acabar com a fome e as dificuldades de toda humanidade. Porém, não é o que ocorre. Pelo simples fato de que não são todas as pessoas que têm poder aquisitivo para comprar tudo o que vêem pela frente, muitas não têm nem mesmo para sua sobrevivência.

No contexto histórico: na década de 1920, os Estados Unidos estavam produzindo à toda prova. Recém saídos da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) como primeira potência mundial, exportavam produtos para uma Europa destroçada pela guerra, produzindo desenfreadamente. Os empresários, empolgados com seus lucros, esqueceram porém de considerar a capacidade de absorção das mercadorias até mesmo dentro do mercado interno: exploravam seus trabalhadores ao máximo, pagando o mínimo e fazendo-os trabalhar ao máximo. Com o mercado consumidor reduzido, abarrotava-se mais ainda o mercado de produtos que não seriam comprados... pela lei da oferta e da procura, quando temos muita mercadoria e pouca gente comprando, os preços tendem a cair, e assim ocorreu até a fatídica quebra da Bolsa de Nova Iorque, quando empresários dormiram ricos e acordaram mais pobres do que um habitante das ruas. Desesperados, se atiraram da janela de seus escritórios situados nos arranha-céus de Wall Street (rua em que fica a Bolsa de Valores de NY).

QUESTÃO 2:

Tomei consciência pela primeira vez do problema do desemprego em 1928 [...] Lembro-me do choque, do espanto que senti quando pela primeira vez me misturei com vagabundos e mendigos, ao descobrir que uma boa parte, talvez uma quarta parte dessa gente [...] eram mineiros e colhedores de algodão, jovens e honestos, contemplando seu destino com aquele assombro estúpido de uma animal que caiu numa armadilha. Simplesmente não conseguiam entender que acontecia com eles. Tinham sido criados para trabalhar, e - vejam! - era como se nunca mais fossem ter a oportunidade de voltar ao trabalho. Nessas circunstâncias, era inevitável, no início, que fossem perseguidos por um sentimento de degradação pessoal. Tal era a atitude para com o desemprego naquele tempo: era um desastre que acontecia a você como indivíduo e a culpa era sempre sua.
[Fonte: Orwell, George. “O Caminho para Wigan Pier", in: "História do século XX". São Paulo, Abril Cultural, 1974, vol. 6, p. 1351.]

O relato do escritor George Orwell nos dá conta do ambiente de crise em que viveu a sociedade norte-americana no final da década de 20, especialmente a partir de 1929.

PERGUNTA 1: - Qual era o papel desemprego dentro do ciclo mórbido da crise de superprodução? Descreva este ciclo.

- Como vimos, a crise de superprodução tem um ciclo que se retroalimenta - efeito bola de neve penhasco abaixo: com o mercado abarrotado de mercadorias encalhadas, os preços caem. Caindo os preços, os donos das fábricas começam a desacelerar o processo produtivo, tentando produzir menos. Para produzir menos não há mais necessidade de tantos empregados. Resultado: despedem os operários, gerando mais desempregados, que por sua vez, sem dinheiro para gastar, encolhem mais ainda a capacidade de compra, que por sua vez gera mais produtos encalhados. Mais ou menos assim:



PERGUNTA 2: Identifique duas medidas do New Deal, programa adotado pelo governo Roosevelt, que procuravam atenuar os efeitos da crise para os trabalhadores.

- Uma vez na presidência da república, o presidente democrata Franklin Delano Roosevelt lança o New Deal (Novo Acordo), um plano econômico para recuperar a economia. O liberalismo terminou uma etapa e iniciou outra (agora denominado de neoliberalismo), uma vez que o plano incluía uma forte intervenção do Estado na economia. A solução veio sobretudo no sentido de eliminar o desemprego, aquecendo o mercado consumidor, sem estimular a produção, para não sobrar mais. Como? Empregando as pessoas em diversas obras públicas como pontes, estradas, parques etc. Uma outra solução foi subsidiar os produtores rurais - fazendeiros - para que ficassem em casa sem produzir.

RESUMINDO
Para fazer uma revisão rápida, vejam o vídeo realizado por estudantes como vocês, muito bacana. Quem sabe vocês produzirão algo parecido em breve? Liguem o som!! Abraços.

sábado, 15 de maio de 2010

REPÚBLICA VELHA - palavras cruzadas

Uma das coisas que eu mais adoro fazer quando não quero fazer nada são palavras cruzadas. Só quem faz para descrever o prazer de preencher aqueles quadradinhos vazios. É como se após escrevermos as letras ali dentro, cada quadradinho recuperasse o sentido de sua existência. Bom, isto foi o melhor que eu pude fazer em termos de explicação deste prazer. Se você tiver outra explicação melhor, por favor me mande para que eu possa preencher esta situação vazia de palavras expressivas dentro de mim. É uma coisa interessante e filosófica pensar como o vazio incomoda as pessoas. Nem todas, claro, mas incomoda a algumas. Porque me incomoda, e eu sei que não estou sozinha nesta viagem planetária, rs.

Bom, considero justificada a introdução de um novo setor neste blog para exercitarmos o pensamento na história da humanidade - as palavras cruzadas como exercício de raciocínio do conteúdo estudado. Tente fazer esta sugerida abaixo. Caso não consiga de jeito nenhum, peça a solução nos comentários, e eu te envio por email. Pois, ficar no vazio, nem pensar!!!!

Grande abraço a todos e bom divertimento.



Horizontais

5. Nome dado à camada mais rica e influente de uma sociedade.
6. Nome dado à Primeira República no Brasil.
7. Setor econômico do Brasil em que há mais concentração de pessoas até a década de 50 no governo JK.

Verticais

1. Termo que indica os grupos sociais e os homens vivendo em comunidade.
2. Nome dado ao grupo social mais importante na República Velha no Brasil.
3. Nome do regime político anterior à república no Brasil.
4. Grupo de pessoas - família, partido político etc - que controla a sociedade.

Em tempo: para os professores que se interessarem, é um programinha baixado em http://www.eclipsecrossword.com/ muito fácil de trabalhar, por ter um visual intuitivo.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

IDADE MÉDIA na Europa Ocidental - LINHAS GERAIS. muito gerais




Para os alunos do ensino fundamental.





(image from: http://medievaleurope.mrdonn.org/banner_feudalism.gif)

A Idade Média foi formada a partir do fim do Império Romano, no século V d.C.


O principal fato ligado à queda do império romano, e que influenciou a Idade Média, foi a invasão dos bárbaros. Os bárbaros eram povos do norte da Europa, ditos germânicos, que não falavam nem grego nem latim, e que tinham como característica cultural a violência e a forte organização para a guerra. Observe esta excelente animação e conheça um pouco mais sobre os bárbaros:


Os bárbaros formaram vários reinos pela Europa, que no período medieval tinha a seguinte configuração espacial:


(image from http://media.maps.com/magellan/Images/WRLH039-H.gif)

A Idade Média durou mil anos, e gerou uma sociedade com traços romanos – como o Direito e a base latina da linguagem – misturados a uma forte herança da cultura dos povos bárbaros – como a cavalaria, o direito consuetudinário (por costume), e toda tradição guerreira.

As artes marciais européias
(para saber mais sobre as artes marciais na Europa medieval, visite http://arsgladiatoria.wordpress.com/)

Os cavaleiros nobres – senhores feudais- firmavam um contrato de vassalagem, que consistia num juramento de fidelidade entre suseranos e vassalos, onde os suseranos concediam o direito a um pedaço de terra (feudo) ao vassalo, e este jurava protegê-lo militarmente.

(leia sobre o contrato de  vassalagem em http://hist7alfandega.blogspot.com/2009/03/d.html )

A sociedade na Idade Média estava dividida em estados, estamentos ou ordens. Estas divisões são assim chamadas pelo fato de que não há mobilidade social: se você nasce numa destas camadas, não importa o que aconteça com você ao longo da vida. Enriquecenr ou empobrecer, não vai fazer com que você pertença a outro grupo social. A posição social do indivíduo, então, numa sociedade estamental, é determinada pelo seu nascimento. Visualmente, fica assim:


Ou, mais simplesmente, assim:
(retirado de http://projetodehistoriaanjodaguarda.blogspot.com/2009/03/feudalismo.html - visite!)

A Igreja era a instituição mais poderosa da Idade Média. Economicamente, detinha 1/3 das terras européias. Na Idade Média, a terra era o bem mais valioso – veremos porque em seguida. Assim, podemos dizer que a Igreja era a instituição mais rica da Idade Média.

(As imponentes catedrais góticas, que fazem qualquer mortal se ajoelhar diante da imensidão e poder divino)

Outro fator que conferia poder à Igreja era a dominação cultural: a religião era fundamental em todos os aspectos das vidas das pessoas. Todos os ensinamentos e explicações para os fatos eram retirados da Bíblia, mas não pelas pessoas comuns, e nem mesmo pelos nobres. Isto aconteceu porque a maioria da população era analfabeta, e dependia dos padres para ler e interpretar os ensinamentos da Bíblia. Assim, verdade ou mentira, o que eles diziam que era, virava a coisa certa a fazer ou a pensar. Por isto se diz que a Igreja tinha o domínio cultural e ideológico na Idade Média.

A ideologia mais importante veiculada pela Igreja era a ideologia das 3 ordens, e foi proferida pelo bispo Adalberto de Laon. Ele dizia que a vontade de Deus era que a sociedade fosse dividida em 3 grupos: os que oram, os que guerreiam e os que trabalham. Estes 3 grupos coincidiam com os 3 grupos sociais que já vimos, da seguinte forma:

Deste modo, o único grupo que trabalhava era do 3º estado. Os demais (1º e 2º estados), tinham o direito, dado por Deus, de receber o fruto da produção do suor do trabalho do 3º estado.

A ideologia das 3 ordens, veiculada pela Igreja, acabava justificando a super exploração dos senhores feudais sobre os seus camponeses. O feudalismo tem este nome por ser um sistema que funciona à base de feudos. Feudos são benefícios, ou privilégios concedidos a um nobre. O feudo mais precioso era a terra: da posse da terra os nobres retiravam vários outrso benefícios (feudos). Vejamos um esquema de feudo:


[imagem retirada de: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmlIpE9NdQqBSL8PiKtN9tds7X__wH4EhSbd0vLhuV9S6xNgI7BkcZoXDdfM38BJgIA1GPISiIz0O20EqCYG8WmF9Fl0PP7JUXmzgMtvoJePRRJ3inSjaAYQU65b1CBSDLF4aDad6yghUB/s1600/feudo.jpg]

- Terras ou mansos senhoriais: destinadas à produção para os senhores feudais;
- Terras ou mansos servis: destinada à produção dos servos (camponeses);
- Terras de uso comum: pastos e bosques.

O camponês era super explorado: como vimos, os nobres senhores feudais, segundo a “vontade de Deus”, não trabalhavam, pois a sua função era fazer a guerra e proteger os demais. Então, quem trabalhava nos mansos senhoriais? Os camponeses. Eles tinham um acordo com os senhores feudais: alguns dias da semana cultivavam nas terras dos senhores (mansos senhoriais), em troca recebiam um pedaço de terra – mansos servis – para cultivarem também. A produção total recolhida pelo servo, ao final, ficava assim:

- tudo o que era produzido nos mansos senhoriais ia para o senhor; este pagamento era denominado “corvéia”;
- do que era produzido nos mansos servis, era retirado um percentual para o senhor;
- além disso, os servos pagavam dízimos para a Igreja (10% de sua produção);
- além disso, os servos pagavam para usar qualquer instrumento do senhor – fornos para assar o pão, e até mesmo o direito de atravessarem pontes – tributos denominados banalidades.

Ou seja: os camponeses viviam aprisionados em dívidas, de tantas taxas a que estavam submetidos. Pagavam mais do que comiam...


Veja que resumo geral ótimo nesta linda ilustração:

disponível em: http://historia10.files.wordpress.com/2009/01/sociedade-feudal.jpg

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O PERIGO DE UMA HISTÓRIA ÚNICA - Chimamanda Adichie

Africana, negra, linda, mulher, e superinteligente.
Como é possível isso?? Esta história é mais comum do que pensamos. Apenas vemos tanta novela e bobagens pela vida, que perdemos a chance de conhecer novos mundos e novas histórias.
Vale a pena conferir Chimamanda Adichie explicando-nos como é ruim termos apenas uma versão da história. Geralmente a história fica conhecida apenas do ponto de vista de quem tem interesse em dominar. Conhecer apenas uma versão das histórias faz com que perpetuemos a injustiça e a opressão no mundo! Como? Assista o vídeo. E nunca mais se contente apenas com aquilo que contam para você... e, ao invés de se aborrecerem, sintam-se aliviados quando a professora de história levanta questões sobre os fatos apresentado para vocês pensarem: é para que vocês deixem de ser vítimas de sua própria história, e, ao contrário, se tornem senhores de vocês mesmos.

Abaixo a cultura do silêncio! Cadê nós no mundo das narrativas e áudio-visuais? Questione, busque, viva diferente com a experiência de Chimamanda Adichie.



segunda-feira, 26 de abril de 2010

RESUMO BACANA: PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Olá alunos,

Encontrei na net um excelente resumo da Primeira Guerra Mundial, espero que gostem. Em seguida, uma sequência de slides para você rever o assunto e compreender com imagens.

Boa revisão!

Resumo Primeira Guerra Mundial
Por: EncBrasil e Prof. Fernando Luiz Duarte

Conflito armado que começa em 1914 como uma disputa local entre o Império Austro-Húngaro e a Sérvia, estende-se às potências imperialistas da Europa e atinge o mundo inteiro. O estopim é o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando (1863-1914), herdeiro do trono austríaco, em Sarajevo (atual Bósnia-Herzegóvina). A guerra termina em 1918, causando a morte de mais de 8 milhões de soldados e 6,5 milhões de civis.
Resumo Primeira Guerra Mundial
Confrontam-se dois grupos de países organizados em pactos antagônicos: a Tríplice Aliança, liderada pela Alemanha, e a Tríplice Entente, que vence a guerra, encabeçada pela França. A Europa perde sua posição na liderança planetária para os Estados Unidos (EUA), que assumem o comando das negociações mundiais e passam a ser o centro de poder do capitalismo. A reorganização do cenário político no continente europeu e as condições impostas pelo Tratado de Versalhes ao perdedor, a Alemanha, levam à II Guerra Mundial. O mundo do pós-guerra assiste também à implantação do primeiro Estado socialista, a União Sovética (URSS).

Antecedentes – O choque de interesses imperialistas das nações européias, aliado ao espírito nacionalista emergente, é o principal motivo do conflito. No começo do século XX, a Alemanha se torna o país mais poderoso da Europa Continental após a Guerra Franco-Prussiana (1870) e a arrancada industrial propiciada pela unificação do país em 1871. A nova potência ameaça os interesses econômicos do Reino Unido e os político-militares da Rússia e da França. As diferenças entre França e Alemanha são acirradas pela disputa do Marrocos. Em 1906, ele é cedido à França por um acordo.

A anexação da Bósnia-Herzegóvina pelos austríacos em 1908 causa a explosão do nacionalismo sérvio, apoiado pela Rússia. Outros enfrentamentos, dessa vez entre Sérvia e Áustria após as Guerras Balcânicas, aumentam a tensão pré-bélica. Esses conflitos de interesse levam à criação de dois sistemas rivais de alianças. Em 1879, a Alemanha firma com o Império Austro-Húngaro um acordo contra a Rússia. Três anos depois, a Itália, rival da França no Mediterrâneo, alia-se aos dois países, constituindo a Tríplice Aliança. A Tríplice Entente tem origem na Entente Cordiale, formada em 1904 pelo Reino Unido e pela França para se opor ao expansionismo germânico. Em 1907 conquista a adesão da Rússia.

O mundo em guerra – Em 28 de junho de 1914, o arquiduque Francisco Ferdinando, sucessor do Império Austro-Húngaro, e sua esposa são assassinados durante visita a Sarajevo, na Bósnia-Herzegóvina, pelo estudante anarquista sérvio Gravilo Princip. Confirmada a cumplicidade de políticos da Sérvia no atentado, o governo austríaco envia em julho um ultimato ao governo sérvio. Exige, entre outras medidas, a demissão de ministros suspeitos de envolvimento com os terroristas. Como a Sérvia reluta em atender às exigências, o país é invadido pelos austríacos em 1º de agosto.

O complexo sistema de alianças que impera no continente conduz outros países europeus ao conflito. A Rússia declara guerra à Áustria, e a Alemanha se junta às nações contra a Rússia. A França, ligada aos russos, mobiliza tropas contra os alemães. No dia 3 de agosto de 1914, o mundo está em guerra. Outras nações tomam parte dela em seguida: o Reino Unido alia-se à França; a Turquia, do lado dos alemães, ataca os portos russos no mar Negro; e o Japão, interessado nos domínios germânicos no Extremo Oriente, engrossa o bloco contra a Alemanha.

Ao lado da Entente entram outras 24 nações, estabelecendo uma ampla coalizão, conhecida como os países Aliados. Já a Alemanha recebe a adesão do Império Turco-Otomano, rival da Rússia e da Bulgária, movida pelos interesses nos Bálcãs. A Itália, embora pertencente à Tríplice Aliança, fica neutra no início, mas troca de lado em 1915, sob promessa de receber parte dos territórios turco e austríaco. Na frente ocidental, a guerra entre França e Alemanha não tem vitoriosos até 1918. Na frente oriental, os alemães abatem o Exército da Rússia.

Já fragilizado pela derrota na Guerra Russo-Japonesa, o povo russo atinge o ponto máximo de insatisfação com o conflito, o que gera condições favoráveis para a Revolução Russa. Com a derrota militar russa consumada e o risco de a Alemanha avançar pela frente oriental e atacar a França, os EUA entram na guerra e decidem o confronto. O objetivo do país na luta é preservar o equilíbrio de poder na Europa e evitar uma possível hegemonia alemã.

A paz – Em julho de 1918, forças inglesas, francesas e norte-americanas lançam um ataque definitivo. A guerra está praticamente vencida. Turquia, Áustria e Bulgária rendem-se. Os bolcheviques, que com a queda do czar russo assumem o poder após dois governos provisórios, já haviam assinado a paz em separado com a Alemanha, em março, pelo Tratado de Brest-Litovsk. A fome e a saúde precária da população alemã levam o país à beira de uma revolução social. Com a renúncia do kaiser, exigida pelos EUA, um conselho provisório socialista negocia a rendição. Em 28 de junho de 1919 é assinado o Tratado de Versalhes, que põe fim à guerra.


Antecedentes:

* Disputas coloniais pela África em busca de matéria prima
* Entrada tardia da Itália e Alemanha na partilha colonial
* Disputas por mercados consumidores
* Belicismo (corrida armamentista)
* Enfraquecimento do império Turco
* Guerra da Crimeia
* Política de alianças
* Assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando (estopim)

A Guerra: Blocos envolvidos
- Tríplice Aliança-> Turquia, Alemanha, Áustria, (Itália)
- Tríplice Entente-> Inglaterra, França, EUA(1917) e Itália

Principais características e acontecimentos:

Inicialmente uma guerra em três frentes 1914 (1ª Fase)

Ocidental- Onde Alemães combatem franceses
Oriental- onde os alemães combatem os russos
Bálcãs- Austríacos contra sérvios

* Turquia entram na guerra em buscas de ilhas no mediterrâneo contra a Rússia
* Japão entra na Guerra objetivando colônias alemãs no pacifico
* Invasão da Bélgica pela Alemanha objetivando a França
* Guerra de movimentos rápidos com avanços principalmente da tríplice aliança
* Os Alemães são detidos na Frente Russa e na França

1915 a 1916 (2ª Fase)

* Tem início a guerra de trincheiras onde os avanços são poucos e as mortes são muitas
* Utilização em larga escala de tanques e metralhadoras
* Bombardeamento por parte da aviação de cidades e tropas
* Estados Unidos e Brasil declaram oficialmente sua neutralidade
* As potencias centrais começam a se enfraquecer por falta de reabastecimento

1917 a 1918 (3ª Fase)

* Os alemães começam a se utilizar gases tóxicos nas batalhas
* Recrudesce a guerra submarina alemã
* A Itália é derrota e detida pelos austríacos
* Navios dos Estados Unidos e do Brasil são torpedeados
* Estados Unidos declara guerra a tríplice aliança e desequilibra o conflito
* Brasil declara guerra a tríplice aliança e manda equipe médica
* A Rússia sai do conflito (tratado de Brest-Litovisk)
* A tríplice aliança passa a sofrer varias derrotas não resistindo mais à superioridade inimiga se rende

Conseqüências:

- Assinatura do tratado de Versalhes onde a Alemanha é tremendamente humilhada
- Novo surto de industrialização no Brasil
- Os Estados Unidos tornam-se a 1ª potencia mundial
- A revolução russa
- Decadência econômica européia
- Surgimento de regimes ditatoriais por todo o mundo
- Revanchismo alemão
- Ressentimento italiano
- Nova corrida armamentista
- 2ª Guerra mundial

Retirado do site "Mundo vestibular", disponível em: http://www.mundovestibular.com.br/articles/6149/1/Resumo-Primeira-Guerra-Mundial/Paacutegina1.html

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NIterói, Cabo Frio, RJ, Brazil
Prof ensino médio e fundamental da rede pública estadual do Rio de Janeiro, mestrado em história colonial pela UFF.

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